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OS OBSTÁCULOS DA AMAMENTAÇÃO: Os desafios da maternidade real

Já falei inúmeras vezes por aqui sobre amamentação, fiz uma série especial de posts sobre as principais dificuldades e dicas sobre esse assunto, mas ainda temos muito mais o que falar.

Deparei-me essa última semana com falas inadequadas em redes sociais sobre a banalização do aleitamento materno, orientações inadequadas de introdução alimentar em prematuros extremos e também falas pejorativas de que “leite materno não tem gosto, o melhor é introduzir algo que seja melhor”; outra mãe dizia “eu também não gosto de leite”; outra fala ainda trazia preocupações por estar introduzindo e o bebê tendo algumas reações como cólica, constipação e tendo que tomar remédios – gente dá vontade de pegar um megafone e convidar todo mundo a ler e estudar sobre as orientações do Ministério da Saúde.

Mas vamos lá, o aleitamento materno é o alimento MAIS COMPLETO que podemos oferecer aos nossos filhos EXCLUSIVAMENTE até os seis primeiros meses de vida. Não há fórmula perfeita industrializada que substitua, não há nutriente suficiente em nenhum outro alimento que contemple toda a composição feita sob medida para o seu bebê.

Mães vocês não precisam de comparação entre um bebê e outro, se o meu come feijão e o seu ainda nem introduziu frutinhas, ok. Parece que na projeção das pessoas o leite materno frente aos outros alimentos é subutilizado, é facilmente substituído e, contudo isso há uma desvalorização do aleitamento materno, uma precocidade absurda em introduzir outros alimentos e de forma equivocada causar transtornos alimentares, num organismo que não está pronto para receber esses novos nutrientes e fazer o processo de digestão adequado.

Passo pela sabatina social diariamente onde me perguntam: “Você ainda tem leite?”, “Ela ainda mama no peito?”, “O que você dá para essa criança comer?” Como se minha filha fosse filha de todo mundo e que todos se sentem no direito de opinar.

Eu não fico perguntando para as pessoas “Você ainda come tudo isso?”, “Ainda não fez uma reeducação alimentar?”, “Nossa, por isso que você está assim.” Essas considerações não cabem a mim, portanto também não cabe a mais ninguém a responsabilidade sobre a nutrição da minha filha. Tenho muito orgulho em dizer que ela é prematura extrema e estamos há seis meses em aleitamento materno exclusivo.

Foi difícil, desafiador amamentar perante uma sociedade retrograda, mal educada e desrespeitosa. Sinto-me empoderada da minha escolha em amamentar exclusivamente minha filha, mas é preciso se empoderar diariamente para responder e não se calar diante de inúmeras pessoas de onde deveria vir apenas apoio, acolhimento, generosidade e empatia.

É preciso mais, muito mais que campanhas em prol do Aleitamento Materno. É preciso transcender preconceitos e pré-conceitos estabelecidos, vencer a preguiça, a saga da terceirização da mamadeira e desejar intimamente, além disso, treinar, não se desesperar, se preparar e acima de tudo ACREDITAR EM VOCÊ e na sua capacidade em nutrir o seu filho.

Apoio, acolhimento e proteção é tudo que a amamentação precisa.

Pense nisso antes de opinar sobre a escolha de uma mãe